Acabou o suplício francês no Mundial. A agonizante selecção de Raymond Domenech voltou a perder, desta vez frente à África do Sul, por 2-1, repetindo a trágica participação de 2002.
Não passa da fase de grupos e regressa ao Velho Continente sem vitórias. Uma humilhação descontrolada, um vexame retumbante, aos olhos de todo o planeta.
O epílogo desta Revolução Francesa em África voltou a ser conturbado. A guilhotina desceu bem cedo sobre a cabeça do Hugo Lloris, culpado no primeiro golo dos Bafana Bafana, e salpicou de sangue a cara de Domenech com a expulsão de Gourcuff. Tudo na primeira parte, bem cedo, para que não restassem dúvidas sobre o desenrolar da história.
A África do Sul chegou a acreditar no apuramento, teve momentos de excelente nível e deixa uma imagem de simpatia e alguma qualidade. O México até se pôs a jeito na outra partida, sublimou a esperança do país de Nelson Mandela, mas depois faltou aquela pontinha de competitividade que os sul-africanos, de facto, não têm. Pela primeira na história dos Mundiais, o país anfitrião não passou da fase inicial.
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Data: 23/06/2010