Reclusos indiciados de serem autores morais de sequestros em Maputo.
Dois famigerados reclusos acabam de ser transferidos das celas da BO, para o Comando Geral da Polícia, na cidade de Maputo. Trata-se de Nini Satar e Vicente Narotam Ramaya, a cumprir penas de prisão maior, no âmbito do caso Carlos Cardoso. Agora, segundo avança o jornal Mediafax, na edição desta quarta-feira, a investigação sugere e suspeita que os dois sejam autores morais dos sequestros que assolam Maputo.
Contactado telefonicamente pela TIM, o porta-voz da polícia na cidade de Maputo, Orlando Modumane, não confirmou, mas também não desmentiu que Nini e Ramaya estejam mais próximos de Anibalzinho no comando da cidade.
Contudo, informações de fontes da polícia indicam que os mais recentes inquilinos das celas do comando geral da PRM tenham sido transferidos na segunda-feira desta semana, através de um carro blindado da Força de Intervenção Rápida. Quem acabou por ficar na Brigada Operacional da Machava é Ayob Satar, mas haviam também indicações para a sua transferência.
Há muito que a partir da BO, os reclusos tem contacto com o exterior a partir do uso de telemóveis. Terá sido a partir destes meios que estes reclusos lideraram os esquemas de rapto. E terá sido a partir desta base, das fragilidades da BO que se decidiu pela transferência destes dois nomes, até para que as investigações prossigam, dado que do lado de fora acredita-se haver um grupo considerável que tem vindo, muito em particular a se dedicar ao rapto de empresários bem sucedidos de origem asiática.
Os valores do resgate são simplesmente estridentes. Um milhão a dois milhões de dólares americanos, tudo feito sobre fortes torturas psicológicas e longe da polícia. A comunidade islâmica já veio a público estranhar a actuação da polícia e esta por sua vez a queixar-se com alegada falta de colaboração dos familiares das vitimas.
A polícia prometeu para os próximos dias esclarecer os raptos em Maputo, mas esta semana apresentou um nome. Mahomed, indivíduo de 28 anos de idade indiciado no sequestro de uma cidadã de nacionalidade paquistanesa. A partir deste elemento, a PRM espera chegar a outros raptores que poderão ser encarcerados nas celas do Comando Geral da PRM, um local que também não é de todo seguro. Basta recordar que nos finais de 2011, seis perigosos evadiram-se deste local que é a base da polícia de Maputo.
Fonte: TIM
Data: 08/02/2012
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Quinta-Feira, 16 de Fevereiro de 2012, 10:00:09
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