Mesmo com ameaça de greve, a direcção da extinta empresa Transportes Públicos de Maputo já está a processar os salários da massa laboral, na base de oito por cento, contrariando assim o aumento salarial na ordem de 17.5 por cento, tal como decidiu o Governo nos finais do mês de Abril.
No último sábado, os trabalhadores emitiram publicamente os primeiros sinais da tensão que se vive na transportadora.
A conturbada suspensão da administração por alegada usurpação de competências foi segundo os trabalhadores o ponto de partida para os problemas actuais.
Queixas que fizeram soar a campainha de alarme do Governo que parece ter escutado com atenção. Munido de argumentos, das 16 às 19 horas, Paulo Zucula á porta fechada reuniu com a massa laboral.
Segundo apurou a nossa reportagem de uma fonte da empresa, Zucula foi pedir aos trabalhadores para aceitarem os oito por cento no salário deste mês, desistirem dos planos da greve, sendo que ele comprometia-se a canalizar as preocupações dos trabalhadores à mesa do Governo.
Em jeito de resposta, os trabalhadores, na sua maioria motoristas e cobradores, aceitaram os oito por cento para este mês, mas do ministro Zucula aguardam resposta até esta quarta-feira, relativamente ao prazo do diálogo. Contudo, estes avisam que não aceitam outra coisa que não seja o aumento salarial na ordem de 17.5 por cento.
Fonte: TIM
Data: 26/07/2011