O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que já está tomada a decisão sobre o aumento de 7,72% para aposentadorias
acima do mínimo e o fim do fator previdenciário. O presidente ressaltou, porém, que só irá fazer o anúncio nesta terça-feira, quando vence o prazo para sanção do projeto, aprovado mês passado pela Câmara e pelo Senado . Também nesta segunda-feira, Lula disse que já tomou a decisão sobre a partilha dos royalties de petróleo.
- Não vou estragar a minha relação com os aposentados, não vou estragar a minha relação com ninguém - disse Lula, após inauguração do Gasbel II, gasoduto que liga o município mineiro a Volta Redonda, no Rio de Janeiro.
O presidente descartou que sua decisão vá ser influenciada pelo período eleitoral:
- Não pensem que me deixarei seduzir por qualquer extravagância que alguém queira fazer por conta do processo eleitoral. A eleição é uma coisa passageira e o Brasil não jogará fora no século 21 as oportunidades que jogou fora no século 20. Enquanto eu for presidente não jogará fora - afirmou.
- Para mim, o momento que estamos vivendo é tão bom que vou fazer o que tiver que fazer. O que for melhor para o Brasil - completou.
Lula disse que ainda tem marcada para terça-feira uma última reunião planejada com os ministros Carlos Gabas (Previdência), Paulo Bernardo (Planejamento) e Guido Mantega (Fazenda) para tratar do assunto. Os ministros defendem o veto ao aumento e ao fim do fator previdenciário .
Governo ainda estuda como garantir aumento de 6,14%
A expectativa é que o presidente vete, de fato, as duas medidas. A dúvida que persiste no governo é qual o instrumento jurídico será usado para garantir o aumento de 6,14% dos benefícios, que estão sendo pagos desde 1º de janeiro, e cumprir o acordo com as centrais sindicais e os representantes de aposentados.
- A tendência é respeitar o acordo com as centrais e fazer o veto. Essa é a tendência, mas o presidente só decidirá na terça-feira. Vamos fazer algo que não prejudique os aposentados. Eles já estão recebendo os 6,14% - disse o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho.
O governo propôs um aumento de 6,14% para as aposentadorias, chegou a aceitar 7%, mas o Congresso aprovou 7,7%. Num primeiro momento, Lula pensou em sancionar esse índice, temendo um impacto negativo na candidatura da petista Dilma Rousseff. Como ela começou a crescer nas pesquisas de intenção de voto, o efeito tende a se diluir.
- Não vejo motivo para chegar aos 7,7%. O acordo tinha uma lógica, mas começaram a fazer leilão de índices, um campeonato de quem era mais bonzinho - disse Paulo Bernardo.
Fonte: Extra online
Data: 15/06/2010