A polícia egípcia recorreu a gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes que estão concentrados em frente ao Ministério do Interior, no Cairo, em protesto contra a inoperância do Governo para travar violência
e motins como o que ocorreu durante a realização de um jogo de futebol no estádio de Port Said, na quarta-feira.
Os manifestantes, que estão concentrados já há quatro dias, exigem uma rápida transição do poder das mãos dos militares para um Governo eleito e a antecipação das eleições presidenciais, que o calendário do conselho militar aponta para Junho. “A nossa exigência é que o Exército largue imediatamente o poder e anuncie as nomeações para a eleição presidencial”, disse à Reuters um dos manifestantes, Waleed Saleh.
Outros reclamavam uma investigação aos acontecimentos no estádio de Port Said, que segundo especulam, foram orquestrados pelas forças leais ao ex-Presidente Hosni Mubarak, deposto em Janeiro de 2011, com o objectivo de criar o caos no país. “A polícia é a razão por detrás das mortes de Port Said”, argumentava Mahmoud Gaber.
Munidos com bandeiras do clube Al Ahli, a equipa do Cairo que jogou em Port Said no dia do motim, os manifestantes começaram a atirar pedras para furar a barreira policial que os empurrava para longe do edifício ministerial. As autoridades erigiram novas barreiras de cimento para travar a circulação nas ruas que dão acesso ao Ministério, e erigiram uma vedação metálica em volta do edifício. Segundo a Reuters, os confrontos já causaram sete mortes.
Fonte: Publico
Data: 06/02/12