A Comissão Europeia recusou ontem as acusações de responsabilidade pelo atraso na instalação de sistemas de travagem automática na rede ferroviária da Bélgica.
Esta posição ocorre 24 horas após o choque entre dois comboios, em Hal, perto da capital belga e de que resultaram 18 vítimas mortais e 171 feridos.
As causas do acidente estão a ser investigadas quando há vozes que avançam a hipótese de que o desastre poderia ter sido evitado.
O Ministério Público de Bruxelas revelou que a equipa de peritos que já foi constituída inclui engenheiros, informáticos, especialistas em ferrovias e peritos médico-legais. Os magistrados alertaram, porém, que pode levar semanas, ou mesmo meses, até se conseguir conclusões sobre o ocorrido.
O porta-voz dos caminhos de ferro belgas (SNCB), Jochen Goovaerts, adiantou que os investigadores vão examinar as caixas negras dos dois comboios envolvidos na colisão. A análise dos registos de toda a informação técnica das viagens que os comboios fizeram poderá ajudar a deslindar a causa do acidente, sendo já conhecido que um dos maquinistas ignorou um sinal vermelho.
O administrador delegado da Infrabel - empresa que gere a rede ferroviária belga -, Luc Lallemand, disse ontem à televisão pública francófona RTBF que, a nível de segurança, a linha onde se deu o acidente está equipada com um sistema de travagem automática, mas um dos comboios envolvidos não. "Trata-se de uma caixa instalada no meio dos carris e que emite um sinal que é recebido pela locomotiva e acciona o sistema de travagem se a situação assim o obrigar", explicou.
Em 2013, o processo deverá estar concluído em todo o país, o que evitará tragédias como Hal.
Fonte: DN
Data: 17/02/2010
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