Sábado, 26 de Maio de 2012
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Helenio Jeronimo
2012/12/01 15:43
Inteletuais e escritores, capitaneados por Manuel Alegre, Maria Teresa Horta e José Manuel Mendes, subscrevem um protesto contra o encerramento da Livraria Camões, no Rio de Janeiro.
O encerramento da livraria, propriedade da Imprensa Nacional Casa da Moeda, "constituiria um ato deplorável do decisor político", consideram os subscritores.
Num curto abaixo assinado, 59 nomes ligados à literatura portuguesa condenam a decisão, anunciada na sexta-feira. "Portugal não deve nem pode, a nosso ver, prescindir de uma das suas armas de afirmação fundamental, a língua de Camões e quanto nela se exprime, para além de juízos conjunturais e da muito duvidosa racionalidade que os incita".
Os intelectuais e escritores entendem que ao encerrar a Livraria, desconsidera-se "uma casa cujos méritos nunca deixaram de ser reconhecidos, designadamente na relação que promove entre os países dos dois lados do Atlântico" e atinge-se "o valor estratégico que é a difusão da língua e cultura portuguesas, bem como as dimensões simbólicas projetadas pelo poeta celebrado no nosso Dia Nacional, que sempre encontrou no Brasil alguns dos seus estudiosos e cultores maiores".
Entre os subscritores do documento, para além de Manuel Alegre, Maria Teresa Horta e José Manuel Mendes, que encabeçam o protesto, encontram-se os nomes de Baptista-Bastos, Hélia Correia, Jacinto Lucas Pires, João de Melo, Lídia Jorge, Manuel António Pina, Tolentino Mendonça, Urbano Tavares Rodrigues e Valter Hugo Mãe, entre outros.
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Fonte: Expresso