Menu superior

Home ›› Programas ›› Entretenimento ›› Rock Zone ›› Arquivo ›› Hora da despedida dos Scorpions com mais encanto

Hora da despedida dos Scorpions com mais encanto

Hora da despedida dos Scorpions com mais encanto

A idade não passa pelos Scorpions, mas atravessou muitas gerações na plateia lotada do Pavilhão Atlântico de Lisboa, no concerto de ontem à noite.

Face a uma assistência dos 15 aos 65 anos – mas com uma maioria de quarentões e cinquentões – Klaus Meine, aos 63 anos, atirou-se ao tema ‘Sting in the Tail’ com garra para abrir o serão.

Com um som ainda algo estridente no arranque – que viria rapidamente a ser afinado –, a banda alemã começou pelo álbum de 2010 antes de começar a percorrer os êxitos. ‘Make it Real’, com o baterista James Kottak numa estrutura mais elevada do que os restantes elementos, além do típico abanar de cabelos e as ‘guitarradas’ de Rudolph Shenker, rapidamente teve resposta efusiva do público, cerca de 17 mil pessoas que encheram quase por completo a sala do Atlântico.

Ao terceiro tema, já depois de um simpático "boa noite Lisboa", o vocalista foi ao ‘baú de memórias’ buscar ‘Bad Boys Running Wild’ (1984), já com o baterista ao nível do palco e com os três ecrãs em fundo a projectarem imagens pixelizadas dos vários membros do grupo, ao tom frenético do tema.

Depois de atirar algumas baquetas à plateia, Klaus Meine ainda viria a ‘vestir-se’ com uma bandeira portuguesa, ao mesmo tempo que o guitarrista aceitava um poster oferecido pelos fãs.

Após o instrumental ‘Coast to Coast’, o rock viria a dar espaço às ‘power ballads’ – como ‘Send Me an Angel’ ou ‘Holiday’ – que também marcam os 45 anos de uma carreira que ontem se despediu em grande, nesta derradeira digressão.

De volta às guitarradas, Klaus Meine, cada vez mais entusiasta, sempre a puxar pelo público, perguntou: "Are you ready to rock Lisbon? Because I Was 'Raised On Rock'" (Estão prontos para 'rockar', Lisboa? Porque eu fui criado no Rock). O género frenético dominou, até um dos momenntos altos da noite, em que James Kottak se atirou a um solo de bateria de quase 5 minutos, puramente 'rasgativos'. Entre as batidas das baquetas e um permanente veste e despe das t-shirts que envergava, o baterista foi um dos protagonistas de uma noite que deixa saudades.

Já no encore, sempre com Rudolf Schenker e Klaus Meine também a puxarem pela plateia, os maiores êxitos dos anos 80 e 90 puseram todos a cantar em eco. 'Still Loving You', 'Winds Of Change', 'Rock You Like a Hurricane' e 'When The Smoke Is Going Down' fecharam um concerto em que a banda mereceu nota máxima.

Assista o Rock Zone terça e quinta-feira e fique a saber tudo que acontece no mundo do rock