Sexta-Feira, 10 de Fevereiro de 2012
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Lino Simoes
2010/02/03 11:42
Jogadores como Ronaldo só surgem uma vez por geração.Ele é um artista que possui aquela qualidade extra de génio, um expoente supremo
Eleito o Melhor Jogador do Mundo em três ocasiões, a super-estrela brasileira é uma lenda viva.
Nascido em Setembro de 1976, ele jogou o seu primeiro jogo profissional com apenas 14 anos, e fez a sua estreia num clube da primeira divisão com o Cruzeiro somente dois anos depois.
Após marcar 58 vezes em 60 aparições, o adolescente com dentes de coelho era um nome conhecido através do mundo aos seus 17 anos de idade.
Em Março de 1994, o precoce atacante jogou o seu primeiro jogo internacional para o Brasil contra a arqui-rival Argentina.
Após um brilhante começo, ele foi aclamado como o maior talento da nação desde Pelé.
Alguns meses depois, ele foi nomeado para a equipa do Campeonato do Mundo. Embora não tenha jogado na equipa que ganhou a Final nos E.U.A., a carreira de Ronaldo estava prestes a descolar.
Procurando escapar do Rio e pôr-se à prova na Europa, ele seguiu as pegadas de Romário e juntou-se ao PSV Eindhoven em Agosto de 1994. A equipa holandesa pagou pelo brasileiro um valor recorde em termos de clubes, quase 5 milhões.
O indolente marcador com um sorriso com um dente a menos foi uma sensação imediata na Holanda, terminando a primeira das suas 3 épocas com o PSV como o principal marcador da Liga, com 30 golos.
Foi só uma questão de tempo até os maiores clubes da Europa começarem a perseguir a super-estrela emergente e, já o tendo treinado no PSV, o técnico do Barcelona, Bobby Robson, estava bem consciente do seu excepcional potencial.
Ronaldo foi uma figura-chave no plano de Robson para o sucesso em Barcelona, e persuadiu a presidência do clube a comprar o atacante de 20 anos por um valor recordista mundial de $20 milhões.
Marcando golos a um ritmo inconcebível, a sua celebração característica – os braços esticados como asas, fazendo a sua volta de vitória como um avião humano – tornou-se uma visão habitual na Primera Liga.
A aposta de Bobby Robson compensou perfeitamente, com Ronaldo a terminar a época com um recorde do clube: 34 golos.
Para coroar a sua sensacional introdução ao mais alto nível do futebol, o atacante brasileiro tornou-se o mais jovem futebolista a ganhar o cobiçado prémio da FIFA para o Jogador Mundial do Ano.
Porém, após uma única época com o Barcelona, Ronaldo ficou enredado numa das mais longas disputas de transferência na história do jogo.
No seu contrato com o Barcelona havia uma cláusula de saída pela qual ele poderia mudar de clube por $26 milhões. O clube italiano Inter Milão queria pagá-los, mas, naturalmente, o Barcelona não queria perder o seu jogador-estrela e clamou que tal venda só era válida para transferências domésticas.
A mudança do prolífico marcador para o Inter Milão completou-se quando a FIFA ordenou ao clube italiano que pagasse $1.8 milhões adicionais ao Barcelona. O valor total de $28 milhões foi um novo recorde mundial.
Alguns duvidaram da sua capacidade de ser bem sucedido contra os
duros defesas da Série A. Mas estavam enganados. Nos primeiros oito jogos da época, Ronaldo marcou nove vezes, incluindo um ‘hattrick’.
Com 34 golos e uma medalha de vencedor da Taça UEFA, Ronaldo foi uma sensação na sua primeira época.
Nomeado Futebolista Europeu do Ano, o dotado avançado também ganhou o prémio da FIFA para o Jogador Mundial do Ano pelo segundo ano consecutivo – um feito nunca antes visto. Com o mundo a seus pés, o céu era o limite, para o jogador conhecido como ‘o Fenómeno’. O rapaz do Brasil era o novo rei do futebol mundial.
Data: 02/03/10