Sexta-Feira, 10 de Fevereiro de 2012
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Lino Simoes
2010/11/03 11:56
Se o mundo do futebol de alto nível fosse uma série televisiva, Paul Gascoigne seria a estrela principal.
Ele foi um fenómeno dos anos 90, abençoado com uma habilidade a que poucos podem aspirar. Mas, infelizmente, a natureza auto-destrutiva de "Gazza" destruiu uma carreira que prometia tanto, e deixou o mundo a perguntar-se "e se…?".
Desde a sua estreia, com apenas 17 anos, para o Newcastle United, alguma da magia de Gazza era esperada cada vez que ele pisava o relvado.
Nos Tottenham Hotspurs, para os quais se mudou em 1988, Paul Gascoigne emergiu como a mais reconhecida figura no futebol britânico, e provavelmente o maior factor da explosão do jogo na Inglaterra no início da década de 90.
O dever nacional era uma inevitabilidade para Gazza e, menos de um ano após ter marcado o seu primeiro golo para a Inglaterra, ele estava a caminho de Itália para o Campeonato do Mundo de 1990, onde se tornou no totalmente desenvolvido “querido” dos meios de comunicação que viemos a conhecer.
A imprensa categorizou como uma aposta a inclusão por Bobby Robson do brilhante jogador de 23 anos; o treinador da Inglaterra caracterizou afectuosamente Gascoigne como ‘tonto que nem uma pedra’, mas depois de voltar da Itália, Gazza passou a ser uma estrela nacional.
A sua paixão pelo jogo é simbolizada pelas suas lágrimas quando recebeu um cartão amarelo na semi-final contra a Alemanha Ocidental. Porém, foi o seu exemplar apoio à linha da frente da Inglaterra que lhe mereceu a maioria dos aplausos.
Tudo começou a correr de forma favorável a Gazza no seu regresso à Primeira Liga, vindo das proezas no Campeonato do Mundo. Os endossos de negócios fluíram, ele incendiou cada jogo em que jogou e a sua habilidade e visão guiou os Spurs até à Final da Taça FA contra o Nottingham Forrest, em 1991, mas seria durante esse jogo que emergiria a volatilidade do médio.
Excitado pela ocasião, uma horrenda carga contra Gary Charles deixou Gascoigne com uma ruptura de ligamentos no seu joelho direito e uma ausência
do jogo de 16 meses.
Veja mais na edição do Os Imortais
Data: 11/03/10