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Mulheres destacam-se na desminagem do país e festejam o dia dos trabalhadores

Mulheres destacam-se na desminagem do país e festejam o dia dos trabalhadores

No dia dos trabalhadores há também quem merece destaque por trabalhar na desminagem de um país onde as minas continuam a matar.

Trabalhadores são também os sapadores cuja tarefa é libertar o solo. Em Moamba o trabalho é feito manual e mecanicamente, sendo que a primeira é da responsabilidade da secção feminina.

São mulheres trabalhadoras como as outras que um dia decidiram largar tudo, para aquele lugar procurar anular o impacto negativo dos engenhos altamente perigosos, num trabalho antes considerado exclusivamente de homens.

Todo o cuidado é pouco! Por isso mesmo, antes de avançarem ao campo, diariamente, há que refrescarem a memória com demonstrações e regras de higiene e segurança no trabalho. São regras rígidas, as quais nem mesmo a nossa equipa de reportagem escapou ao seu cumprimento.

Seis horas da manhã, a secção feminina avança ao encontro das minas, até parece um desafio. Rapidamente sentimos arrepios, vontade de voltar não falta, mas a necessidade de trazer ao conhecimento público o trabalho destas mulheres ajuda a nossa reportagem a superar o medo, algo que não conseguimos ver no semblante das jovens sapadoras.

À volta de umas torres estão plantadas entre 200 a 300 minas, um passo em falso pode ser fatal. Quanto mais antigas, mais perigosas, mas há que libertar a terra, dizem as mulheres sapadoras. São dias que se multiplicam na busca do que anda sempre por perto.

Stop é um termo que anuncia a descoberta de mais uma mina. Rapidamente a palavra morte vem à nossa mente. O anúncio foi feito e a realidade confirma.

Afinal que solo pisamos? Desistimos ou continuamos? As mulheres avançam e a nossa equipa de reportagem ganha coragem e segue.

É um trabalho complexo, mas é aqui onde a Marta e as colegas trabalham. Ela está mesmo na base da torre de alta tensão. Com este trabalho ganha menos de 5 mil meticais.

Muitas famílias não aceitam a integração das mulheres neste trabalho. Os anos passam e as que aqui trabalham sabem que na família há uma permanente preocupação.

É um trabalho em equipa. Cada secção, regra geral, deve ter duas paramédicas para qualquer eventualidade. As mesmas separam-se pelos trezentos que é a distância que separa uma torre da outra.

Nove horas da manhã é tempo de um descanso merecido.

O pequeno-almoço é passado em família, com uma conversa animada a mistura, afinal todas estão inteirinhas. Mas o dia de trabalho ainda é longo.

Na desminagem mecânica há mulheres trabalhadoras que também se destacam.

E é assim que estas mulheres com a sua coragem contribuem para a libertação do solo.

Fonte: TIM
Data: 02/05/2011

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