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Estado geral da nação

Estado geral da nação

Guebuza apresenta, segunda-feira, seu primeiro informe neste mandato.

Pela primeira vez no presente mandato, Armando Guebuza, apresenta segunda-feira o informe sobre o Estado Geral da Nação.

Entre vários pontos, Guebuza vai sem dúvida falar das medidas de austeridade tomadas pelo governo em resposta as manifestações dos passados dias 1 e 2 de Setembro, nas cidades de Maputo e Matola.

A apresentação da comunicação do Chefe do Estado ao parlamento encontra cobertura no artigo 159 da Constituição da República, segundo o qual no exercício das suas funções, o Presidente da República presta informe anual à Assembleia da República.

A avaliar pelas dificuldades que assolam o país, não se adivinha um informe nada fácil como o de 2009 que se incidiu na radiografia do quinquénio e do ano 2008, quando foi ao parlamento fazer primeiro um discurso realçado a realizações positiva e em última análise dizer aos moçambicanos que “ O Estado da Nação é bom”.

Tal como nos outros anos, muitos moçambicanos, a entrada do novo ano colocaram a fasquia dos seus propósitos bastante elevada, um desejo que depois foi subscrito pelo Presidente da República, Armando Guebuza, que no seu discurso de investidura, no passado dia 14 de Janeiro tranquilizou os mais de vinte milhões de moçambicanos ao dizer que os obstáculos ao desenvolvimento do país, entre eles o burocratismo, o espírito de deixa-andar, a corrupção, a criminalidade, entre outros iriam continuar a merecer a sua atenção. São males que ainda enfermam a sociedade.

Guebuza disse ainda aos moçambicanos que as mudanças climáticas e a crise económica e financeira seriam transformadas em oportunidades de desenvolvimento; que o seu governo iria intensificar as acções tendentes a desencorajar a prática de mão-estendida, uma luta pela sobrevivência que a considerou degradante, uma vez que parte das pessoas que vivem da mendicidade podem pensar e produzir riqueza.

Era como que um convite a todos para o arregaçar das mangas. Deste modo, assistiu-se a expansão da energia da Rede Nacional para muitos distritos, a abertura de mais furos de água, a bancarização da economia rural, a expansão da rede sanitária e escolar, entre outras realizações.

São acontecimentos que foram acompanhados por uma crise que em Setembro levou várias pessoas a manifestarem-se nas cidades de Maputo e Matola, contra o aumento do custo de vida. Manifestações que saldaram em algumas mortes, vários feridos, vandalização de estabelecimentos comerciais, entre outros.

Reagindo aos confrontos o executivo anunciava o congelamento dos aumentos dos bens essenciais com a contenção da despesa pública, congelando o aumento de salários de quadros do Estado e reduzindo viagens aéreas. Ainda que continue no segredo dos deuses quanto é que o valor que Estado perde e poupa com estas medidas, estes acontecimentos vão marcar o discurso de Guebuza.

Recorde-se que no último informe de Guebuza, a bancada parlamentar da Renamo pautou pela ausência alegadamente porque para o mesmo dia tinha agendado um encontro da bancada, embora tivesse conhecimento prévio da ida o Chefe de Estado ao Parlamento. Desta vez, ao que tudo indica vai ser diferente.

Fonte: TIM
Data: 18/12/2010

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