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União Europeia e ONU aprovam sanções contra regime de Khadafi

União Europeia e ONU aprovam sanções contra regime de Khadafi

Governo líbio oferece 300 euros de "subsídio de paz" para tentar comprar apoio daqueles que protestam nas ruas

A União Europeia adoptou ontem um pacote de sanções contra o governo de Muammar Khadafi, depois de as Nações Unidas terem aprovado uma resolução contra o líder líbio, tanto no plano económico como no plano militar. Os 27 apoiaram as medidas da ONU, que incluem embargo à exportação de armamento, congelamento de activos em países membros da UE e negação de vistos de entrada em território comunitário de pessoas ligadas ao regime.

Os países-membros alargaram também a lista de sancionados - acrescentaram nove indivíduos ao rol de 16 banidos de obter visto de entrada e mais 20 vão ver os seus activos congelados, além dos cinco impedidos pela ONU. De parte ficou a imposição de zonas de exclusão aérea para impedir que os aviões líbios voltem a atacar marchas civis. Catherine Ashton, chefe da diplomacia da UE, delegou no Conselho de Segurança da ONU a responsabilidade de "adoptar essa decisão", mas acredita que as sanções impostas serão suficientes e terão um efeito rápido. Os Estados Unidos também aderiram às medidas e congelaram o património da família Khadafi no país. O porta-voz do governo, David Cohen, diz que está a ser avaliado "quem será acrescentado à lista de indivíduos". O Pentágono reforçou ainda os seus efectivos militares em redor da Líbia para "uma maior flexibilidade quando as decisões forem tomadas", afirmou ontem o porta-voz, Dave Lapan. Os EUA tinham já uma presença marcante na zona do Mediterrâneo e, segundo a France Presse, vão ser destacados outros 2 mil militares para a região.

direitos humanos O Conselho de Direitos Humanos da ONU divulgou ontem a criação de uma comissão de inquérito para investigar alegadas violações de direitos humanos na Líbia. A secretária de Estado norte-americana defendeu que Khadafi "deve sair já, sem mais violência ou demora", e divulgou que os Estados Unidos estão a discutir todas as hipóteses. Hillary Clinton acusou Khadafi de contratar mercenários para atacar civis desarmados e de executar soldados que se negaram a disparar contra os manifestantes.

Trípoli, ainda controlada pelo governo, estava ontem relativamente calma, embora tenham sido ouvidas rajadas de tiros no bairro de Gargarish e se tenham formado filas em frente dos bancos para levantar os 500 dinares (cerca de 300 euros) que o regime concedeu às famílias como "subsídio de paz", para comprar o apoio dos manifestantes anti-Khadafi. Já no domingo tinham sido denunciadas ofertas de dinheiro a opositores para tentar demovê-los de protestar.

Em Misrata, os rebeldes derrubaram um avião militar que disparava sobre uma estação de rádio local e dispersaram uma marcha de apoiantes a Khadafi. Os opositores ao regime tomaram parte da base militar da terceira maior cidade da Líbia, incluindo os paióis de armas.

Fonte: I
Data: 01/03/11

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