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Obama privilegia a diplomacia

Obama privilegia a diplomacia

Presidente dos EUA definiu em West Point uma nova ordem mundial diferente do seu antecessor.

"Devemos construir uma ordem internacional que possa responder aos desafios com que a nossa geração se confronta", afirmou o Presidente dos Estados Unidos. Para Barack Obama, que falava sábado à noite - madrugada de ontem em Lisboa - aos cadetes da prestigiada academia militar de West Point, a nova doutrina de segurança deve ter como pilares a diplomacia, a cooperação com as instituições internacionais e o empenho e contribuição dos aliados.

A nova estratégia de segurança, a que Obama se referiu brevemente no seu discurso em West Point, marca uma alteração significativa - mesmo uma ruptura - em relação à política defendida pelo seu antecessor, George W. Bush. Para o ex-presidente republicano, a defesa dos Estados Unidos passava pela "guerra preemptiva" decidida unilateralmente; uma política que teve consequências negativas nas relações externas de Washington com a comunidade internacional, situação que o Presidente democrata faz questão de sanar.

"A América não teve sucesso quando se afastou da cooperação; temos tido sucesso ao orientarmos essa cooperação no sentido da liberdade e da justiça", afirmou Obama e adiantou: "Assim, as nações devem assumir as suas responsabilidades e devem ser penalizadas quando o não fazem."

O Chefe da Casa Branca revelou que Washington irá trabalhar com afinco para reforçar "as velhas alianças que nos ajudaram tanto, incluindo aquelas que estão ao nosso lado no Afeganistão e noutros locais do globo".

Falando em Afeganistão, seria incontornável referir a Al-Qaeda. Para Barack Obama "a ameaça não vai desaparecer rapidamente, mas sejamos claros: a Al-Qaeda e os seus associados são pequenos espíritos do lado mau da história". E, provavelmente tendo em mente a tentativa de atentado ocorrida no passado dia 1 na emblemática praça do centro de Nova Iorque - Times Square -, o Presidente sublinhou: "Eles [terroristas] não dirigem nenhum Estado, nem nenhuma religião. Não devemos ceder ao medo cada vez que um terrorista tenta assustar-nos."

Obama, que deve publicar esta semana o seu primeiro documento sobre a estratégia de segurança nacional, sublinhou que a ordem internacional que deseja é uma ordem "que pode resolver os desafios do nosso tempo: conter a insurreição e o extremismo violento, parar com a proliferação das armas nuclearese garantir a segurança dos materiais nucleares".

"Sabemos que os Estados Unidos não combatem por combater; nós odiamos a guerra", afirmou ainda o Presidente, que explicou: "Mas lutaremos para que as nossas famílias estejam em segurança. Combateremos pela segurança dos nossos parceiros e aliados, porque os EUA estarão mais seguros quanto maior segurança os nossos amigos tiverem, porque seremos mais fortes quando o mundo for mais justo."

Barack Obama fez ainda questão de sublinhar aos jovens cadetes que nem tudo será fácil, que, por exemplo, no Afeganistão há ainda uma "dura batalha" a travar. Mas os EUA não podem recuar. "Levamos esperança ao povo afegão. Devemos agora garantir que o seu país não cai nas mãos dos nossos inimigos comuns."

Fonte: DN
Data: 24/05/2010

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