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Nova greve geral paralisa a Grécia

Nova greve geral paralisa a Grécia

Medidas de austeridade impostas pelo governo de Atenas contestadas na rua.

Desde as zero horas de ontem, os transportes aéreos, ferroviários, terrestres e marítimos imobilizaram-se na Grécia, que ficou igualmente sem serviços de rádio e de televisão devido a uma nova greve geral de 24 horas.

A paralisação, a segunda em 15 dias, foi organizada pelas centrais sindicais contra as medidas de austeridade extraordinárias aprovadas em fevereiro pelo governo grego para tentar reequilibrar as finanças públicas.

As principais medidas do executivo incluem cortes salariais para os funcionários públicos, o congelamento das reformas e uma subida de dois pontos percentuais do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) para 21 por cento.

Na capital grega, funcionou apenas uma linha de metro para permitir aos grevistas deslocarem-se para os locais onde decorreram as várias manifestações convocadas pelos sindicatos, no centro de Atenas.

Outras manifestações tiveram lugar, também ontem, nas principais cidades do país, nomeadamente em Salónica, no norte.
A greve levou ainda ao encerramento das escolas e da generalidade dos serviços do setor público, ou a um forte abrandamento da sua atividade, tendo os hospitais públicos funcionado apenas com serviços mínimos.

A Grécia esteve igualmente privada de toda a informação devido à adesão à greve do sindicato dos jornalistas.
A agência de notícias nacional, a ANNA, interrompeu a sua transmissão noticiosa por 24 horas, a partir das 6h00 locais (4h00 na Madeira), não tendo havido ontem distribuição de jornais.

Com 500 mil filiados, a união sindical dos funcionários do sector público (ADEDY) apelou para a greve em protesto contra o congelamento das reformas e dos salários e contra cortes de prémios e horas extraordinárias.
A Confederação Geral dos Trabalhadores da Grécia (GSEE), que representa mais de 1,5 milhões de trabalhadores do setor privado, contesta os cortes salariais, que acredita poderem estender-se às empresas, apesar de a Câmara de Indústrias de Atenas ter dado garantias de que não adotará esta medida aprovada para o setor público.

As greves setoriais e manifestações têm-se sucedido nas últimas semanas, desde que foram aprovadas as medidas destinadas a poupar cerca de 4,9 mil milhões de euros e, assim, reduzir o défice público grego em quatro pontos percentuais, para 8,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), em 2010.

Fonte: JM
Data:12/03/2010

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