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Missão na Síria terminou e Liga Árabe decide amanhã o que fazer com Assad

Missão na Síria terminou e Liga Árabe decide amanhã o que fazer com Assad

A missão da Liga Árabe na Síria terminou na quinta-feira e os países têm agora que decidir qual o próximo passo para travar o regime de Bashar al-Assad.

Numa cimeira marcada para amanhã no Cairo, os líderes desta organização vão avaliar o relatório dos observadores, que lhes será entregue esta sexta-feira. De acordo com o documento assinado entre as duas partes, a missão de observadores pode se rprolongada durante 30 dias. Segundo a BBC, citando fontes de Damasco, esta é a hipótese defendida pelo Governo do Presidente Assad. Mas a oposição rejaita-a, uma vez que ficou provado que a presença de observadores no terreno não demove o regime de combater a população dissidente, dando cobertura (e tempo) ao chefe de Estado para continuar o seu plano de repressão da revolta.

Na quinta-feira, mais 20 pessoas morreram na Síria, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. Uma delas foi um comandante de um aunidade do Exército governamental, morto pelos seus homens que se recusaram obedecer à ordem para dispararem contra a população que se manifestava contra Assad.

Desde o iníciod a revolta, em Março de 2010, morreram na Síria mais de cinco mil pessoas, de acordo com os dados das Nações Unidas, que registaram uma subida no número de vítimas após a entrada dos observadores árabes - 700 pessoas em menos de um mês. "Na primeira semana o número de mortos desceu, mas depois subiram", disse uma fonte do Observatório à BBC.

Entre os 22 países da Liga Árabe (a Síria foi suspensa da organização) há divergências quanto ao que fazer a seguir. Porém, notam os analistas, uma vez que tomaram nas mãos a resolução da crise síria, terão que agir, que chegar rapidamente a um consenso. Poderão optar por protelar a decisão, dando continuidade à missão, mas sói por mais um mês.

Para já, as hipóteses sobre a mesa desagradam à maioria dos países. O Qatar defende o envio de uma força árabe para a Síria, o que seria inédito nos 67 anos de história da Liga. Esta opção romepria de vez os laços com Assad e poderia provocar uma reacção nos seus aliados, em especial o Irão e a milícia xiita libanesa Hezbolah.

"Não há consenso sobre a tomada de uma decisão coerente. E não só por parte da Liga Árabe, também por parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas", disse à Reuters um especialista em Médio Oriente da London School of Oriental and African Studies, Leleh Khalili. "Porque há agora a ideia de que a Síria caminha a passos largos para a guerra civil".

A outra opção é remeter o relatório para o Conselho de Segurança da ONU, abrindo caminho a uma intervenção do Ocidente - uma resolução com sanções. O embaixador francês na ONU, Gérard Araud, disse à AFP que só com um pedido da Liga Árabe será possível ter o apoio da Rússia a tal resolução, sendo que há meses que está um documento para aprovação pendente devido ao anunciado veto russo.

Amanhã se saberá se os países árabes começam a desatar o nó sírio. Sendo que, como têm escrito os analistas desde o início da missão de observadores, no final de Dezembro, não é só a Síria que está em causa. É também a credibilidade da Liga e a sua capacidade para solucionar os problemas dos árabes.

Fonte: Publico
Data: 20/01/12

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