Sábado, 26 de Maio de 2012
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Helenio Jeronimo
2010/02/04 9:21
Horas antes da visita-surpresa do líder russo à região caucasiana do Daguestão, explosão deixa 2 mortos.
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, fez ontem uma visita-surpresa ao Daguestão, onde pediu para que a polícia aplique medidas "mais cruéis" e rígidas para combater os responsáveis pela onda de ataques terroristas que deixou mais de 50 mortos esta semana no país.
Horas antes da chegada de Medvedev, uma explosão matou dois supostos terroristas e feriu outro. A polícia afirmou que uma bomba de fabricação caseira explodiu no automóvel em que os três suspeitos estavam, no distrito de Khasayurt, perto da fronteira com a Chechênia. O incidente aumentou os temores de que os rebeldes estejam preparando novos atentados.
Medvedev participou de um encontro de emergência com líderes das repúblicas autônomas da região, incluindo Daguestão, Chechênia e Ingushétia, que enfrentam movimentos separatistas. Ao abrir a reunião na capital do Daguestão, Makhachkala, o presidente disse que o Ministério do Interior deveria dar atenção especial para as condições de segurança no Cáucaso, onde a Rússia enfrenta resistência armada há mais de 20 anos.
"A lista de medidas para combater o terrorismo deve ser ampliada: deve não só ser efetiva, mas também dura, cruel e preventiva. Precisamos punir", afirmou. "Arrancamos as cabeças dos bandidos mais infames, mas parece que isso não bastou. Vamos localizar todos no momento certo e puni-los, assim como fizemos com os anteriores."
O presidente fez um alerta para que as autoridades evitem o agravamento da situação na região. "As pessoas que vivem no Cáucaso são cidadãos da Rússia, não pessoas de origem caucasiana. Esta não é uma província estrangeira, é o nosso país", afirmou.
Na quarta-feira, dois ataques suicidas no Daguestão mataram 12 pessoas, entre elas 9 policiais. Os ataques no metrô de Moscou, na segunda-feira, deixaram 39 mortos e quase 90 feridos. O funeral da maioria das vítimas foi realizado ontem.
O diretor do Serviço Federal de Segurança, Alexander Bortnikov, disse que as autoridades já identificaram os responsáveis por planejar os ataques em Moscou. "Conhecemos a identidade dos organizadores. Detivemos algumas pessoas e estamos fazendo interrogatórios, reunindo provas. A hipótese de que os atentados foram cometidos por certos grupos vinculados ao norte do Cáucaso está confirmada", afirmou.
Segundo fontes da investigação, citadas pelo jornal Kommersant, as duas suicidas que perpetraram os ataques em Moscou chegaram à capital em um ônibus procedente da cidade de Kizliar, no Daguestão. Uma delas teria sido identificada.
Nos últimos meses, a polícia e as forças de segurança mataram pelo menos dois importantes militantes islâmicos, mas não conseguiram prender o líder checheno Doku Umarov, que assumiu a responsabilidade pelos atentados no metrô de Moscou.
Em um vídeo, Umarov disse ter ordenado o ataque para vingar a morte de chechenos pelas forças russas em fevereiro e ameaçou promover mais ataques.
Fonte: Estadão
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