Sábado, 11 de Fevereiro de 2012
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Helenio Jeronimo
2010/11/06 9:06
Direita liberal venceu sufrágio que levou à demissão do primeiro-ministro, Jan Peter Balkenende.
As eleições holandesas de quarta-feira terminaram com uma Europa em choque, devido à força dada à extrema direita. O anti-islâmico Partido para a Liberdade (VVD), liderado por Geert Wilders, subiu de nove para 24 lugares na Câmara Baixa do Parlamento, num total de 150 assentos parlamentares. "Que noite especial, quanta emoção. Pela primeira vez na nossa história, o VVD é o maior partido da Holanda", afirmou o Wilders, sucessor do falecido Pim Fortuyn.
Com um discurso anti-imigração muçulmana, a extrema-direita acredita ter lugar, de pleno direito, a participar no novo governo holandês. "A Holanda votou pela integração, por menos islão, menos imigração e mais segurança. Sabemos isso e o eleitor também. É um dia fantástico para o nosso partido e um dia glorioso para a nosso país", concluiu o líder do partido.
Vendo o seu partido relegado para quarta força política no país, o primeiro-ministro, Jan-Peter Balkenende, foi o grande derrotado destas eleições, demitindo-se na sequência dos resultados - os cristãos-democratas perderam 20 dos 41 deputados. "Divulguei ao presidente do partido que renuncio imediatamente à liderança. Não serei membro da nova Câmara Baixa do Parlamento", afirmou Balkenende, acrescentando que "os resultados destas eleições são muito decepcionantes, são uma bofetada".
Os trabalhistas de Job Cohen conquistaram apenas mais um assento do que a extrema-direita e o Partido Liberal de centro--direita de Mark Rutte venceu, com 31 lugares. "Muita gente pensava que o PvdA estaria fora da corrida, mas aqui estamos", reagiu Cohen. Na legislatura anterior, o Partido Liberal tinha 22 assentos e o Trabalhista 33.
Agora os liberais tornam-se na maior força política pela primeira vez na história da Holanda. Uma vez que nenhum dos 18 partidos a votos conseguiu o número de deputados suficiente para governar sozinho, o governo mais provável sairá de uma coligação entre trabalhistas e liberais de centro-direita, com Rutte a liderar o novo executivo.
Os programas dos partidos liberais de esquerda e de direita visam sobretudo o saneamento económico do país. Para atingir este objectivo, Cohen propõe um aumento dos impostos dos mais ricos e Rutte propõe cortes na despesa pública.
Fonte: ionline
Data: 11/06/2010
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