Sábado, 26 de Maio de 2012
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Helenio Jeronimo
2010/11/06 9:54
O Irão ameaçou nesta quinta-feira rever sua relação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Um dia depois de a ONU votar novas sanções e após a Rússia, sua tradicional aliada, congelar a venda de mísseis à República Islâmica.
Por enquanto, fontes diplomáticas indicam que Teerão divide-se entre o confronto e a conciliação com a comunidade internacional após seus dois principais aliados e membros permanentes do Conselho de Segurança, China e Rússia, terem abandonado o Irão para votar a favor de novas sanções.
A República Islâmica advertiu que poderia reduzir seus vínculos com a AIEA.
"O parlamento... votará no domingo uma lei prioritária que estipula a redução das relações com a AIEA", indicou Esmaeel Kosari, membro do Comitê de Segurança Nacional e Política Exterior do parlamento à agência Fars.
Este anúncio ocorre após o presidente Mahmoud Ahmadinejad encabeçar as críticas reacções à quarta rodada de sanções, votada na quarta-feira pelo Conselho de Segurança.
Essas resoluções "devem ir para o lixo" e não "são capazes de afectar os iranianos", afirmou. Ahmadinejad havia ameaçado a suspensão de todas as relações com o grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha e França + Alemanha) se eles votassem por novas sanções.
Várias potências mundiais, com Estados Unidos à frente, suspeitam de que o Irão busca produzir uma bomba atômica através de seu programa de enriquecimento de urânio, o que Teerão nega, insistindo sobre o caráter pacífico de seu programa nuclear.
Nesta quinta-feira, Moscovo congelou um contracto para a venda de mísseis de defesa antiaérea S-300 a Teerão, anunciou uma fonte do serviço federal de cooperação militar citada pela agência Interfax.
"A decisão do Conselho de Segurança da ONU deve ser aplicada por todos os países, e a Rússia não será uma excepção. É por isso que o contracto de entrega de mísseis terra-ar S-300 ao Irão será congelado", indicou a fonte.
Não houve confirmação oficial desta informação.
A Rússia concluiu este acordo há dois anos com o Irão, mas nunca entregou as armas, pressionada pelos Estados Unidos e Israel, que temem que os mísseis possam melhorar consideravelmente as capacidades de defesa anti-aéreas iranianas.
Nem os Estados Unidos, nem Israel, abriram a possibilidade de utilizar a força militar para evitar que o Irão desenvolva armas nucleares.
Apesar das sanções, as potências mantêm uma posição dual frente aos iranianos, combinando a pressão ao regime através de sanções e negociações.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a resolução põe "em marcha as sanções mais firmes que existiram para o governo iraniano enfrentar", mas acrescentou que "não fecham as portas à diplomacia".
Fontes diplomáticas indicaram que as sanções podem ser fortalecidas por medidas adicionais tomadas individualmente pelas potências.
"É preciso esperar que os Estados Unidos e a União Europeia imponham mais sanções unilaterais, o que prejudicará significativamente a economia" iraniana, disse um diplomata à AFP em Teerã.
Mas a Rússia, em uma tentativa de apaziguar os ânimos, advertiu sobre ações unilaterais, indicando que isso seria "inaceitável" para Moscovo.
Fonte: AFP
Data: 11/06/2010
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