Sábado, 26 de Maio de 2012
Home ›› Notícias ›› Internacional ›› China e Rússia vetam resolução da ONU que condenaria violência na Síria
Joslain Nkoumba
2012/04/02 20:45
Os mesmos países que tinham vetado, em Outubro de 2011, uma proposta de resolução contra o regime de Damasco, voltaram a fazê-lo neste sábado.
China e Rússia, dois dos 15 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas impediram que este órgão se pronunciasse no dia em que a Síria foi palco de um dos momentos mais sangrentos do último ano.
Mais de 200 civis foram mortos na noite de sexta-feira para sábado na sequência de bombardeamentos levados a cabo pelo regime sírio em Homs, um dos berços da contestação naquele país. Pequim e Moscovo vetaram o texto que estava a ser negociado no Conselho de Segurança, apesar das negociações que decorreram nas últimas horas.
O veto de Rússia e China está a ser noticiado pelas agências Reuters e AFP. O massacre aconteceu numa altura em que o Conselho de Segurança das Nações Unidas trabalhava uma resolução para a Síria.
O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, e o chefe dos serviços de inteligência deste país, Mikhail Fradkov, vão na próxima terça-feira a Damasco, para se encontrarem com o Presidente sírio. O anúncio foi feito por Lavrov, num comunicado.
Dadas as restrições que Damasco levanta comtra a presença da imprensa internacional, é virtualmente impossível uma confirmação independente sobre os acontecimentos da última noite em Homs.
Os restantes 13 países com assento naquele órgão – incluindo Portugal – votaram favoravelmente aquele texto, mas as posições de Pequim e Moscovo inviabilizaram uma posição comum e oficial.
As horas após a divulgação de problemas vividos em Homs – que terá sido bombardeada – foram plenas de movimentações. O líder dos EUA, Barack Obama, pediu que Assad deixe o poder, antes mesmo de o Conselho de Segurança falhar uma posição comum.
"É um dia triste para o Conselho. É um dia triste para a Síria", resumiu o embaixador da França na ONU, em declarações citadas pelo jornal Guardian. "A História agrava a nossa vergonha", disse Gerard Araud.
Fonte: Publico
Data: 04/02/12
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