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Chávez diz estar ao lado do Irão para travar "loucura imperialista"

Chávez diz estar ao lado do Irão para travar "loucura imperialista"

Presidente iraniano procura na viagem à América Latina apoios para furar o cerco das sanções ocidentais.

O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou ontem, ao receber o seu homólogo iraniano, que, depois de ter vencido o cancro, quer agora juntar esforços com Mahmoud Ahmadinejad para "vencer o imperialismo americano". Palavras que repetem anteriores juras de amizade entre os dois países, mas que surgem como um alívio ao cerco montado a Teerão pelas sanções ocidentais.

Tal como nas quatro visitas anteriores, Ahmadinejad iniciou a deslocação à América Latina reunindo-se com Chávez, que, como lembrou ontem o jornal El País, "lhe abriu há seis anos as portas da região". É precisamente para mostrar que, apesar da pressão de europeus e americanos, continua a ter aliados políticos e parceiros económicos seguros que o dirigente iraniano visita nesta semana, a Venezuela, o Equador, a Nicarágua e Cuba.

Ao acolher o "verdadeiro irmão da Venezuela", Chávez lembrou que Ahmadinejad cancelou a visita que agendara para Setembro, quando ele se submetia a quimioterapia. "Três meses depois, já não há cancro, só há vontade de viver e de continuar a trabalhar para que, juntos, os nossos governos travem a loucura imperialista", disse o Presidente venezuelano, citado pelo diário El Universal. Ainda assim, garantiu que o encontro não se destinava a "afinar a pontaria contra Washington". "Não somos belicistas, ao contrário de outros países".

Na semana passada, os EUA alertaram os países da região para o risco que correm ao tentarem aliviar a pressão para que Teerão aceite negociar o seu programa nuclear. Uma alusão clara à lei aprovada no final de 2011 e que permite ao Presidente Barack Obama congelar os bens de qualquer empresa com ligações ao banco central iraniano. Apesar do aviso, Chávez deixou claro que os dois países "vão continuar a trabalhar juntos, com o apoio da maior parte dos povos do mundo que não querem mais guerras".

Mas, desta vez, a ofensiva diplomática do Presidente iraniano deixa o Brasil de fora. Isto porque, ao contrário do antecessor, Dilma Rousseff se tem desmarcado de Teerão. Um afastamento que os analistas atribuem tanto à intransigência da Presidente brasileira com as violações dos direitos humanos no Irão, como ao desejo de uma maior aproximação a Washington. Só no último ano, noticiou o El País, as trocas comerciais entre os dois países caíram 73%.

Entretanto, num novo desafio ao Ocidente, Teerão confirmou que a central de Fordow, construída sob uma montanha nos arredores da cidade de Qom, está já a laborar. Teerão garante que os trabalhos nesta segunda central de enriquecimento de urânio "estão sob constante vigilância" dos inspectores internacionais e têm fins exclusivamente pacíficos.

Mas o início da laboração pode acelerar a entrada em vigor das novas sanções. Isto porque o Irão quer usar Fordow para enriquecer urânio a 20% - uma concentração superior à usada nas centrais nucleares e que, segundo peritos ocidentais, pode colocar o país mais perto da bomba atómica. Por outro lado, com Fordow operacional, o Irão fica mais perto de ter o seu programa nuclear a salvo de um eventual ataque aéreo, o que limita o tempo disponível para o sucesso da actual pressão diplomática.

Fonte: Público
Data: 10/01/2012

Comentários

Abram os olhos

Oque é proibido é proibido. Porque o Ocidente a maior parte dos seus alidos teem as Bombas tomicás?
Porque o Israel deve ter os outros nao?
Mas o Mundo nao vé isso, muito triste

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