Sábado, 26 de Maio de 2012
Home ›› Notícias ›› Internacional ›› Cenário de caos e desolação e inverno gelado assolam o Japão
Helenio Jeronimo
2011/15/03 10:18
Há seis anos no Japão, a jornalista mineira Karina Almeida levou 28 horas para percorrer os cerca de 300 quilômetros que separam Tóquio de Sendai.
Ao chegar à cidade, Karina se deparou com uma região desolada, com falta de água, comida, combustível e energia, situação agravada pelo rígido inverno no país.
A população está nos abrigos e há filas enormes nos mercados, além do racionamento de combustível e de energia. Estamos no inverno e o aquecimento é muito importante porque faz muito frio. Até quando vai ter comida é outra pergunta constante — conta a jornalista.
Ela conta que a maior preocupação dos moradores de Sendai é a usina atômica de Daiichi, na vizinha Fukushima.
Há muitos boatos. A gente não sabe qual é o perigo real, se o governo está divulgando as informações corretas — afirma Karina.
Em Tóquio, os moradores começaram ontem a restabelecer a rotina à medida do possível. As linhas de trem e metrô funcionaram parcialmente. Em meio ao caos, os japoneses ainda não conseguem imaginar como reconstruir o país, sobretudo as cidades que desapareceram após as tsunamis.
Algumas cidades se foram completamente. Não conseguimos imaginar quando poderemos recuperar tanto estrago e nem as extensões dos danos ambientais deste terremoto e da tsunami — conta Mesato Kaneko, gerente geral do segmento de transportes públicos da Mitsui, uma das maiores corporações japonesas.
Morador do subúrbio de Tóquio, o segurança brasileiro Carlos Eduardo Sousa Lima conta que já providenciou provisões de alimentos para os próximos 15 dias. Segundo ele, os artigos de primeira necessidade desapareceram das prateleiras dos supermercados:
Aqui em Hidoshi Kolwa, em Tóquio, os japoneses esvaziaram todos os supermercados da região e não se encontram mais alimentos de primeira necessidade, somente bebidas e guloseimas. Por sorte, durante a breve trégua dos terremotos no sábado, minha mulher e eu conseguimos fazer um estoque de alimentos e água suficiente para duas semanas.
Além disso, a população ainda lida com terremotos e o perigo das chuvas ácidas.
Os terremotos de leve e moderada intensidade continuam sem parar, os alarmes de alerta na TV são constantes e fica difícil para dormir. E, quando começo a dormir, um novo tremor me acorda. E há o perigo iminente de chuva ácida. O governo aconselha a não sairmos de casa, somente em caso de extrema necessidade — conta Carlos Eduardo.
Fonte: Extra
Data: 15/03/2011
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