Sábado, 26 de Maio de 2012
Home ›› Notícias ›› Internacional ›› Birmânia liberta mais de 600 presos políticos
Helenio Jeronimo
2012/13/01 17:21
A Birmânia libertou esta sexta-feira alguns dos seus mais famosos presos políticos, dando provas do esforço do novo regime para a implementação de reformas.
A atitude, que pretende mostrar à comunidade ocidental que as sanções a que a Birmânia foi submetida devem ser retiradas, valeu os aplausos da oposição democrática.
Ao todo, estima-se que o número de pessoas libertadas ronde os 651. Entre eles, encontram-se activistas políticos proeminentes, líderes das revoluções democráticas brutalmente reprimidas pelo regime autocrático, o antigo primeiro-ministro Khin Nyunt, afastado do poder e condenado em 2004, líderes de minorias étnicas e, inclusivamente, parentes do antigo ditador Ne Win.
A comunicação social estatal já classificou a amnistia como um acto do novo regime de querer começar do zero, deixando os antigos prisioneiros fazer parte da «construção de uma nação».
Este foi o mais recente passo para a mudança anunciado pelo governo nos últimos dias, dando mostras de que a Birmânia está a seguir o caminho de pacificação pretendido pelo ocidente.
Antes, o novo regime já tinha iniciado o diálogo com a principal líder da oposição democrática, Aung San Suu Kyi – Nobel da Paz e dirigente do partido Liga Nacional para a Democracia – e, na passada quinta-feira, assinou o cessar-fogo de uma longa campanha contra os insurgentes Karen – último grupo de minoria étnica a 'fazer as pazes' com o regime.
O governo birmanês, que tomou posse em Novembro de 2010, após as primeiras eleições no país em 20 anos, espera agora que a comunidade ocidental levante as sanções económicas anteriormente impostas ao país.
Todavia, o caminho não deve ser assim tão fácil. Monique Skidmore, especialista em assuntos birmaneses da Universidade de Canberra, relembrou que a postura dos EUA perante os recentes anúncios deverá ser de «esperar para ver».
Esperar para ver se as tréguas com os vários grupos de minorias étnicas são definitivas, se as eleições agendadas para Abril são justas e livres e, sobretudo, se Aung San Suu Kyi vai mesmo receber um lugar no parlamento.
Fonte: Sol
Data: 13/01/2012
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