Sábado, 26 de Maio de 2012
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Helenio Jeronimo
2010/18/03 9:39
Associações humanitárias e ex-chefe de governo já criticaram os actos dos protestantes.
A casa de Abhisit Vejajjiva, actual primeiro-ministro tailandês, ficou com os muros pintados de sangue. Os "camisas vermelhas", apoiantes do ex-primeiro-ministro, Thaksin Shinawatra, que exigem eleições antecipadas, foram autorizados pelos agentes policiais destacados no local, a despejar o sangue - que tinham recolhido em doações e armazenado em garrafões de plástico - junto à casa de Vejajjiva, num luxuoso bairro de Banguecoque.
A oposição quer que Thaksin Shinawatra, condenado a dois anos de prisão e exílio por crime de corrupção, regresse e que sejam convocadas novas eleições. Os "camisas vermelhas" afirmam que vão continuar os protestos que, mesmo pacíficos, são considerados os maiores dos últimos anos no país. Alegam que a governação do actual primeiro-ministro é ilegal e deve ser dissolvida.
Na residência do primeiro-ministro não estava ninguém na altura do derrame de sangue, já que Abhisit tem estado com o 11.o batalhão de infantaria, no norte de Banguecoque, desde que os protestos tiveram início. O governo queria proibir a manifestação, mas os opositores conseguiram demonstrar o seu descontentamento.
"O sangue de pessoas comuns está a ser misturado em nome da luta pela democracia", disse Natthawut Saikua, um dos líderes do grupo. Os "camisas vermelhas" afirmam que o governo actual foi instalado ilegalmente, depois de Thaksin ter sido apanhado no embuste do golpe militar de 2006. Já terça--feira, os manifestantes tinham espalhado sangue em frente ao parlamento e na sede do partido democrata - no governo.
Tanto o governo como os manifestantes declaram que estão a fazer os possíveis para evitar que os confrontos cresçam. As forças de segurança e do exército garantem que vão manter a calma durante os protestos, mas o intensificar das acções dos manifestantes pode pôr em causa as intenções pacifistas. Rachel Harvey, correspondente da BBC Ásia, explicou que o número de manifestantes tem baixado - de 100,000 para 90,000, até terça-feira -, mas que a força das convicções é cada vez maior.
As manifestações começaram na segunda-feira, quando o actual primeiro-ministro rejeitou o pedido feito pelos "camisas vermelhas", para que desistisse do cargo de chefe de governo e convocasse novas eleições. Os protestantes já foram confrontados com várias vozes críticas. Desde aqueles que alegam que estão a ser desperdiçados litros de sangue que deviam ser utilizados em doentes que dele precisam, até às organizações humanitárias e ao próprio ex-chefe de governo, que não concordam com os actos dos manifestantes.
Fonte: Informação
Data: 18/03/2010
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