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Ban Ki-moon quer fim da “violência inaceitável” na Síria

Ban Ki-moon quer fim da “violência inaceitável” na Síria

O secretário-geral das Nações Unidas pediu aos membros do Conselho de Segurança que esqueçam “divergências” e actuem o quanto antes para pôr fim ao banho de sangue na Síria.

“As mortes atingiram um nível tão inaceitável que não podemos deixar que a situação continue como está”, avisou Ban Ki-moon, no segundo alerta em 24 horas sobre a situação na Síria.

O secretário-geral repetiu que o Presidente Bashar al-Assad tem de “deixar de matar e ouvir o seu próprio povo”, mas os principais destinatários da mensagem foram a Liga Árabe – a missão na Síria deve continuar, mas os observadores “precisam de ter um claro sentido de acção” – e as grandes potências: “Espero que o Conselho de Segurança actue de forma coerente e com consciência da gravidade da situação.”

Em Outubro, China e Rússia vetaram uma resolução propondo sanções; dois meses depois Moscovo avançou com um projecto condenando tanto o regime como a oposição pela violência, num texto rejeitado pelos ocidentais.

Nesta segunda-feira, cinco pessoas morreram e nove ficaram feridas quando milícias pró-Assad dispararam contra uma padaria em Homs (Centro) e na província de Idlib (noroeste), cinco manifestantes foram feridos a tiro na mesma altura em que a zona era visitada por observadores da Liga Árabe, revelou o Observatório dos Direitos Humanos sírio.

Na mesma província, cinco soldados de um grupo que tentava desertar terão sido mortos em confrontos com outros militares, enquanto outros 15 terão conseguido escapar. Já em Alepo, segunda cidade do país e uma das mais poupadas à violência, as forças de segurança entraram na universidade, detendo estudantes suspeitos de terem participado numa manifestação contra Assad.

A agência de notícias síria noticiou, entretanto, que um "grupo armado terrorista" matou um brigadeiro-general leal ao Presidente, num ataque contra o carro em que viajava, nos arredores de Damasco.

Segundo os últimos cálculos da ONU, mais de cinco mil pessoas foram mortas desde Março, quando tiveram início as manifestações contra o regime de Assad. A contestação tem sido reprimida com violência pelas forças leais ao Presidente e , aos protestos pacíficos, juntaram-se nos últimos meses confrontos entre as forças regulares e militares dissidentes, num cenário que aproxima o país de uma guerra civil.

O regime sírio rejeita os números da ONU, acusando "gangs" armados de semearem o caos no país, responsabilizando-os pela morte de dois mil membros das forças de segurança.

Fonte: Público
Data: 17/01/2012

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