Sábado, 26 de Maio de 2012
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Helenio Jeronimo
2012/06/01 16:07
Procuradores responsabilizam o Presidente deposto do Egito pela morte de manifestantes na Praça Tahrir, em 2011. Defesa diz que Hosni Mubarak não ordenou os disparos.
Morte por enforcamento é a pena que o procurador egípcio Mustafa Khater pede para o ex-Presidente Hosni Mubarak.
A acusação considerou hoje, num tribunal do Cairo, que o ditador, deposto em fevereiro de 2011, foi cúmplice na morte de manifestantes durante os protestos na Praça Tahrir, no ano passado.
"Qualquer juiz justo terá de proferir uma sentença de morte para estes réus", afirmou Khater, membro da equipa de cinco procuradores que acusa o antigo chefe de Estado. Referia-se a Hosni Mubarak, ao seu chefe de segurança Habib el-Adly (que era ministro do Interior) e a seis comandantes policiais julgados no mesmo processo. "A lei prevê a pena de morte para o assassínio premeditado."
Outro procurador, Mustafa Suleiman, considerou Mubarak "política e legalmente" responsável pela morte dos manifestantes, que não tentou impedir. Para responder à defesa, cujas testemunhas garantiram que Hosni Mubarak não dera qualquer ordem de disparo, dirigiu-se ao próprio ex-Presidente e perguntou: "Se não emitiu a ordem, onde ficou a sua raiva ao ver em risco a vida do seu povo?"
Dois ministros do Interior da era pós-Mubarak afirmaram, em tribunal, que el-Adly não poderia ter dado a ordem de disparar contra os manifestantes sem a aprovação do Presidente deposto. Para os procuradores, fica desmontado o argumento da defesa de que o ex-Presidente não estava a par da situação. O atual chefe de Estado, Hussein Tantawi, testemunhou à porta fechada e, segundo a Associated Press, "não incriminou Mubarak".
Filhos do ditador também são réus
Wael Hussein, um terceiro membro da equipa de acusação, criticou um dos comandantes da polícia por terem ordenado a libertação de milhares de reclusos durante a revolução do ano passado, aumentando a criminalidade em todo o país.
Hosni Mubarak, que segundo o seu advogado sofre de doença cardíaca e de cancro do estômago, tem comparecido numa maca às sessões do julgamento, iniciadas a 3 de agosto de 2011. Os seus dois filhos, Gamal e Alaa, também respondem perante o tribunal, por corrupção. A acusação pede 15 anos de prisão para cada um.
Fonte: Expresso
Data: 06/01/2012
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