Sábado, 26 de Maio de 2012
Erika Paris
2009/13/10 10:55
Foi preciso a crise abater-se sobre a economia mundial para que uma mulher, Elinor Ostrom, 76 anos, da Universidade de Bloomington no Indiana, fosse distinguida com o Nobel da Economia.
Quarenta e um anos após o surgimento do galardão, os seus estudos sobre a governação económica das empresas valeram-lhe a maior distinção a que um economista pode aspirar. O tema de estudo e o prémio foram partilhados com outro laureado, Oliver E. Williamson, 77 anos, da Universidade da Califórnia em Berkeley. Os dois norte-americanos vão dividir 980 mil euros.
A Academia Sueca premiou o trabalho de Ostrom, pois as suas análises demonstraram que a propriedade comum pode ser gerida de forma rentável por grupos que dela fazem uso. No fundo, há comunidades locais que sozinhas fazem uma gestão mais eficaz dos recursos do que quando sujeitas a regras externas. Elinor disse estar "em choque" por ser a primeira mulher a figurar na longa lista de prémios Nobel no masculinos. Já a teoria de Williamson mostra como empresas podem funcionar como espaços de resolução de conflitos.
O economista João César das Neves afirma ser "um prémio dado à ‘governance’ que tem a ver com a crise" Para Braga de Macedo a "grande mensagem" subjacente à atribuição é a interdisciplinaridade.
Fonte: Correio da Manhã
Data: 13/10/2009
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