Sábado, 26 de Maio de 2012
Helenio Jeronimo
2010/15/10 10:56
A um mês da cimeira da NATO em Lisboa, o futuro do comando de Oeiras continua incerto.
O ‘sprint' final para a cimeira da NATO em Lisboa já começou. A partida foi dada ontem em Bruxelas pelo secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, que em tempos de austeridade orçamental na Europa se uniu aos EUA para defender o investimento de 200 milhões de euros num novo sistema de defesa anti-míssil, capaz de proteger todo o território dos países aliados contra eventuais ataques do Irão ou Coreia do Norte.
No entanto, para poder gastar milhões no escudo defensivo, a NATO terá de levar a cabo cortes dramáticos nas despesas da Aliança Atlântica, cuja estrutura terá de sofrer um "emagrecimento" considerável.
Ontem, os responsáveis da NATO concordaram em reduzir o número de quartéis-generais de 11 para sete, o número de empregados de 13.000 para 9.000, manter apenas três das 14 actuais agências da NATO e reduzir os comandos operacionais de três para dois na Europa. Este último corte poderá ditar o fim do comando da NATO em Oeiras.
"A ameaça é real, a capacidade militar existe e os custos são suportáveis", disse Rasmussen para defender o sistema anti-míssil, depois de uma reunião extraordinária com os ministros da defesa e dos negócios estrangeiros para preparar a cimeira de 19 e 20 de Novembro, onde deverá ser aprovado o novo conceito estratégico.
A NATO convidou a Rússia para participar no escudo defensivo e discutir o tema na cimeira de Lisboa, mas Moscovo ainda não confirmou se marcará a presença. Rasmussen acredita que será possível realizar uma cimeira do conselho NATO-Rússia na capital portuguesa.
Fonte: Económico
Data: 15/10/2010
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