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Um Óscar para os três pontos

Um Óscar para os três pontos

Benfica vence Nacional com exibição pouco conseguida.

Há jogos que se definem antes do pontapé de saída. O da Choupana foi um deles: o contexto foi quase tudo, determinando o rumo de 90 minutos intensos, mas pouco empolgantes. Recapitulando, havia as vitórias sofridas de Sp. Braga e FC Porto, colocando pressão sobre a liderança.

Havia um Nacional apostado em acertar contas com a goleada e os incidentes na Luz. E havia ainda o golo de Ben Arfa, a abalar a confiança acumulada na Luz durante as últimas semanas.

Foi, assim, um Benfica contraído o que durante mais de uma hora se viu manietado por um Nacional mais compacto e prudente do que é hábito. Na primeira parte, com mais bola mas poucas ideias, a exemplo de um sub-Aimar, o Benfica só inquietou em livres de Cardozo, que encontraram Bracalli no caminho. Do outro lado, o Nacional bloqueava a construção encarnada, mas perdia espontaneidade nas aproximações à baliza, só testando a atenção de Quim em ocasionais remates de longe.

O impasse só poderia ser quebrado com as mexidas dos treinadores. Foi Manuel Machado o primeiro a agir, trocando Nuno Pinto por Diego Barcellos. A ideia era dar mais contundência ao flanco esquerdo, onde Salino ia fechando as entradas de Ramires. Mas o período de adaptação da equipa foi o abre-latas de que o Benfica precisava.

Primeiro, aos 62 minutos, Paulo Baptista transformando em penálti um derrube do recém-entrado Diego Barcellos a David Luiz, fora da área. Cardozo escreveu direito por linhas tortas, falhando o seu quarto castigo máximo nesta Liga. Jorge Jesus deitava as mãos à cabeça, talvez antecipando a quebra no moral. Não passou de ameaça: dois minutos mais tarde, Ruben Amorim aproveitou as novas liberdades que o Nacional lhe dava e foi à linha de fundo oferecer a redenção a Cardozo. Finalmente confortável, o Benfica tinha margem para gerir os acontecimentos e Bracalli ganhou mais dois duelos a Cardozo, mantendo o Nacional na corrida.

Só nos últimos minutos o Benfica perdeu segurança. Mas, aí, valeu Quim, a negar o empate a Cléber com um voo monumental.

FICHA DE JOGO

LIGA - 23.ª Jornada - 14/03/2010

Estádio da Madeira - Assistência: 4827

NACIONAL: Bracalli, Patacas, Felipe Lopes, Halliche, Nuno Pinto, Diego, Amuneke, Cléber, Leandro Salino, Pecnik, Luiz Alberto, João Aurélio, Thiago Gentil, Edgar Silva

TREINADOR: MANUEL MACHADO

BENFICA: Quim, Ruben Amorim, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão, Javi García, Ramires, Di María, Kardec, Pablo Aimar, Maxi Pereira, Cardozo, Saviola, César Peixoto

TREINADOR: JORGE JESUS

Golos: 0-1 Cardozo (64’)

Árbitro: Paulo Baptista (Portalegre) 4

Disciplina: amarelos: Ramires (28’), Felipe Lopes (40’), João Aurélio (56’), Cléber (60’), Diego (61’), David Luiz (90+1’)

Classificação do jogo: 6

Fonte: Correio da manhã
Data: 15/03/2010

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