Menu superior

Home ›› Notícias ›› Desporto ›› Benfica voltou a acender a Luz e nem uma “Robertada” atrapalhou

Benfica voltou a acender a Luz e nem uma “Robertada” atrapalhou

Benfica voltou a acender a Luz e nem uma “Robertada” atrapalhou

Ter um grande guarda-redes é fundamental para uma equipa de futebol. Que o diga o PSV, que se não tivesse Isaksson na baliza teria saído nesta quinta-feira, de Lisboa, vergado a um das maiores goleadas da sua história.

E mesmo assim, com um super guarda-redes, viu o Benfica voltar a “acender” o Estádio da Luz para uma exibição de gala e conseguir um resultado (4-1) que deixa a equipa quase apurada para as meias-finais de uma competição europeia, 17 anos depois da última presença nesta fase.

A única mancha numa exibição portentosa do Benfica foi Roberto, que voltou a comprometer num lance fácil. Defendeu mal um cruzamento e deixou a bola à mercê de Labyad (80’). O erro só não foi mais penalizador porque o Benfica já vencia por 3-0 e Maxi Pereira ainda haveria de, num último esforço, oferecer a Saviola um golo (90’) que deixa os holandeses perante uma tarefa muito complicada para inverter o resultado na segunda mão.

Excepção feita a Isaksson (amplamente melhor do que Roberto), provavelmente nenhum jogador do PSV teria lugar no “onze” titular do Benfica. Isto além de a equipa de Jesus ser mais madura tacticamente. É que se ambas gostam de ter a bola, os estilos (e recursos) são bem diferentes. O Benfica joga em alta rotação, com as correrias de Coentrão, Gaitán e Salvio, quase sempre ancoradas na genialidade criativa de Aimar.

O PSV, por sua vez, joga de forma mais pausada, sempre no passe curto e com o guarda-redes a parecer o único com autorização para fazer passes longos. À equipa holandesa, porém, faltou-lhe sempre quem desequilibrasse na frente, especialmente porque o Benfica empurrou os holandeses para a defesa e para o que menos gostam de fazer.

Maxi Pereira e Saviola foram os primeiros a mostrar que o Benfica lento, perdido e sem moral do passado domingo tinha ficado à porta. Desta vez, havia uma equipa com genica e com a mira apontada às meias-finais da Liga Europa. O único problema foi que inicialmente a pontaria estava desafinada. Saviola acertou no poste (7’) e depois fez um cruzamento-remate (9’) que passou perto da baliza. Salvio não fez melhor do que o compatriota (13’), Cardozo idem (27’). E quando o paraguaio acertou na baliza estava um sueco de nome Isaksson a mostrar que é um guarda-redes de nível mundial (30’).

Os adeptos do Benfica que encheram o estádio (melhor assistência da época, 60.026 espectadores) animavam a equipa, mas começavam a pensar quando é que a bola entraria na baliza. Cardozo demorou pouco tempo a fazê-lo, mas o lance (33’) foi anulado (e bem) por fora-de-jogo.

Luxo e “Robertada”

Com o PSV quase inexistente a atacar (a excepção na primeira parte foi uma grande oportunidade de Berg, que cabeceou ao lado, aos 20’), o golo do Benfica era uma questão de tempo. Era só preciso que alguém tivesse clarividência na hora do remate. Foi o que Aimar mostrou (37’), após uma jogada de Coentrão e Gaitán em que o ressalto sobrou para o argentino.

O golo de Aimar, ao fim de meia-dúzia de oportunidades, desbloqueou a má relação do Benfica com a baliza e, antes do intervalo, Salvio ampliou para 2-0. Coentrão voltou a ser o homem a criar o lance e o argentino, de calcanhar, bateu Isaksson.

Com o Benfica a mostrar-se infinitamente superior a um PSV macio a defender e inexistente a atacar, o início da segunda parte serviu para a equipa portuguesa dar contornos de goleada ao resultado. Salvio ganhou um ressalto, fez uma finta e completou o quadro com um remate cruzado (51’).

A equipa de Jesus dominava em toda a linha e parecia caminhar para um resultado gordo. Só que, por um lado, Isaksson voltou a mostrar que é um dos melhores guarda-redes da actualidade (grande defesa após de Cardozo). E na outra baliza Roberto voltava a fazer das suas. Valeu que o último fôlego de Maxi deu o 4-1 a Saviola. As portas das meias-finais estão abertas.

POSITIVO

Aimar

É o criador do futebol do Benfica. Elegante, inteligente e eficaz, como se viu quando pôs fim ao desperdício do Benfica.

Salvio

Até nem começou nada bem, mas o golo de calcanhar lançou-o para uma exibição de grande qualidade. Destacou-se pela eficácia.

Coentrão e Maxi

Os laterais são fundamentais no jogo ofensivo do Benfica e ambos estiveram em grande. A jogada do 4-1 foi a cereja no topo do bolo de Maxi. Coentrão é o turbo da equipa e até a defender foi importante, fazendo dois cortes in extremis. Boa nota também para Jardel, que relegou Sidnei para o banco.

Isaksson

Foi o melhor do PSV.

NEGATIVO

Roberto

Estava tudo a correr muito bem ao Benfica, mas o espanhol voltou a dar um frango. Pode agradecer aos colegas o erro não ter sido mais penalizador.

Ficha de jogo
Benfica, 4
PSV, 1

Jogo no Estádio da Luz, em Lisboa.
Assistência 60.026 espectadores

Benfica Roberto 4, Maxi Pereira 8, Luisão 7, Jardel 7, Fábio Coentrão 8, Javi Garcia 7, Salvio 8, Aimar 8 (César Peixoto -, 79’), Gaitán 6 (Jara -, 78’), Saviola 7 e Cardozo 6 (Felipe Menezes -, 90’+1’). Treinador Jorge Jesus
PSV Isaksson 7, Manolev 5, Marcelo 5, Bouma 5, Pieters 4 (Wuytens -, 72’), Engelaar 4, Hutchinson 5, Lens 4, Bakkal 5, Dzsúdzsák 5 e Berg 4 (Labyad -, 79’). Treinador Fred Rutten.

Árbitro Paolo Tagliavento 7, de Itália. Amarelos Engelaar (54), Pieters (68) e Javi Garcia (85).
Golos 1-0, por Aimar, aos 37’; 2-0, por Salvio, aos 45’; 3-0, por Salvio, aos 51’; 3-1, por Labyad, aos 80’; 4-1, por Saviola, aos 90’+4’.

Fonte: Público
Data: 08/04/2011

Comentários

Destaques dos programas

David Beckham toca sinfonia de Beethoven com os pés

Beckham estrelou propaganda para anunciar novo produto da Samsung 

Justin Bieber e Selena Gomez separados de vez?

Mais um boato ronda a vida do casal – possivelmente separado pra valer  Justin Bieber e Selena Gomez. 

"Ainda não marcámos a data do casamento"

O companheiro de Angelina Jolie falou pela primeira vez sobre o seu noivado

Fique Actualizado com as Notícias