“Guerra” de areia

“Guerra” de areia

Extracção ilegal de areia para construção preocupa os moradores de Ndlavela.

Extracção ilegal de areia branca para a construção coloca em risco a vida dos moradores do bairro de Ndlavela, município da Matola que pedem a quem de direito para travar a actividade que acontece à calada da noite.

São covas e mais covas! Uma maior que a outra. Local onde de algum tempo a esta parte os moradores mostram-se preocupados com a proliferação e alastramento de crateras, resultantes da extracção desordenada da areia branca para a construção.

São areeiros que se localizam nesta área, onde dezenas de camponeses praticam agricultura cujos produtos frescos abastecem diversos mercados do município da Matola e não só.

Terá sido justamente a actividade agrícola que despertou o interesse de desconhecidos na extracção da areia branca para a venda. É que na busca da água para a irrigação das suas culturas os camponeses, aproveitando-se do facto de o lençol freático estar próximo, abriram covas donde captam a água, algo que de acordo com alguns camponeses despertou a atenção de pessoas de má fé que à calada da noite com pás e enxadas em punho abrem covas enquanto camionetas aguardam pela sua vez para carregarem a areia para a venda, principalmente nos estaleiros de material de construção.

Os camponeses contam ainda que a estrutura local não consegue parar com a desordem.

Para além das machambas, os areeiros ameaçam as residências à volta, perigando a vida dos moradores. Esta casa ainda em construção, por exemplo, está há menos de um metro desta cova. Aos automobilistas pede-se maior atenção.

E por se tratar de uma zona sem iluminação, o risco de precipitar num destes buracos está sempre à vista.

Se para os camponeses a localização próxima do lençol freático é motivo de satisfação para os exploradores ilegais, tal resulta na multiplicação de covas, uma vez que quando alcançam a água abandonam a cova e abrem outra. Perante este cenário há quem questiona a actuação dos agentes da Polícia da República de Moçambique e dos membros do policiamento comunitário.

Aqui, teme-se também pela erosão, uma vez que esta actividade acontece fora do controlo de quem de direito a quem pede-se uma acção urgente.

Fonte: TIM
Data: 31/01/2011

Comentários

Powered by eZ Publish™ CMS Open Source Web Content Management. Copyright © 1999-2010 eZ Systems AS (except where otherwise noted). All rights reserved.