De galochas e colete reflector, a Presidente brasileira percorreu ontem uma rua do centro de Nova Friburgo, uma das cidades mais atingidas pelas inundações e deslizamentos de terras no estado do Rio de Janeiro.
"Vamos realizar acções de governo firmes", prometeu Dilma Rousseff, depois de sobrevoar a área afectada, naquele que é o primeiro teste do seu Governo.
Numa conferência de imprensa ao lado do governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que antes se queixara da "ocupação irregular" das encostas, a Presidente defendeu mudanças.
"Estamos aqui para garantir que a reconstrução seja um momento de prevenção", afirmou Dilma. "Vimos regiões onde as montanhas se dissolveram, sem presença do homem, sem nenhuma ocupação irregular. Mas vimos também regiões onde a ocupação irregular do solo provoca danos à vida e à saúde das pessoas", acrescentou. "A moradia em área de risco no Brasil é a regra, não é a excepção." O Governo federal já anunciou uma verba provisória de 350 milhões de euros, para ajudar os estados afectados.
"Hoje estivemos sobrevoando e também participando directamente do que vem sendo o resgate na região serrana do Rio. É de facto um momento muito dramático. As cenas são muito fortes, é visível o sofrimento das pessoas. O risco é muito grande", contou a Presidente, que sobrevoou durante 45 minutos a área afectada.
As autoridades portuguesas expressaram a sua solidariedade com o Brasil. Primeiro, o Presidente Cavaco Silva manifestou "grande consternação" com as inundações que estão a afectar "o povo irmão". Depois, o primeiro-ministro José Sócrates indicou que os portugueses estão à disposição de Dilma "para tudo o que pudermos fazer para ajudar". A Secretaria das Comunidade Portuguesas não recebeu pedidos de ajuda de turistas ou imigrantes afectados.
Fonte: DN
Data: 14/01/2011