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Ofensiva contra Homs continua, mais 50 mortos

Ofensiva contra Homs continua, mais 50 mortos

O exército sírio bombardeou hoje com artilharia pesada a cidade rebelde de Homs pelo quinto dia consecutivo fazendo pelo menos 50 mortos, apesar das promessas da véspera do presidente Bashar al-Assad de pôr fim à violência.

As forças do regime atacaram Homs com 'rockets' e granadas de morteiro para esmagar a revolta na cidade, onde as telecomunicações e a eletricidade estão cortadas, as infraestruturas estão destruídas e a comida escasseia, disseram ativistas da oposição.

O poder, que se recusa a reconhecer a dimensão da vaga de contestação, afirmou que as suas forças estão a perseguir "grupos terroristas" na origem da violência contra civis e apontou a explosão de um carro armadilhado hoje em Homs de que resultaram vítimas mortais.

A intensificação da violência na Síria que fez mais 12 mortos em todo o país, de acordo com as mesmas fontes, ocorre num contexto de bloqueio diplomático, após o veto russo e chinês a um projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU a condenar a repressão e a defender uma transição política.

Apesar da indignação dos ocidentais ao veto, a Rússia, um aliado do regime continua a defender a não ingerência na Síria, um dia depois da reunião em Damasco do chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, com o presidente Assad.

"A nossa tarefa é ajudá-los (aos sírios) sem qualquer ingerência", disse o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, considerando que o povo sírio deve decidir o seu destino.

Na terça-feira, Assad comprometeu-se com Lavrov a pôr fim à violência qualquer que seja a origem desta, segundo o chefe da diplomacia russa.

Mas, alguns países ocidentais como a França e o Reino Unido já manifestaram o seu ceticismo dado que o regime sírio tem feito promessas desde o início da revolta ao mesmo tempo que se assiste a uma escalada da repressão.

Segundo defensores dos direitos humanos, a repressão já fez mais de seis mil mortos desde o início da revolta, há perto de 11 meses.

"Mais de 400 civis foram mortos em Homs desde sexta-feira" à noite, declarou Rami Abdel Rahmane, chefe do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

As forças do regime retomaram de madrugada os bombardeamentos fazendo 50 mortos, incluindo três famílias inteiras mortas em casa, segundo o OSDH.

A ofensiva militar em Zabadani, na província de Damasco, também continuou e fez três mortos, de acordo com a mesma fonte.

Estas informações não podem ser verificadas no terreno devido às restrições impostas à circulação de jornalistas estrangeiros.

Fonte: SIC
Data: 09/02/12

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