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Preço do petróleo em baixa após sismo no Japão

Preço do petróleo em baixa após sismo no Japão

O petróleo negoceia abaixo dos 100 dólares o barril, após o sismo e 'tsunami' que atingiram o Japão.

O preço do petróleo caiu hoje para valores abaixo dos 100 dólares o barril após o terramoto e 'tsunami' que atingiram o Japão, terceiro maior consumidor mundial de petróleo, desencadeando fortes vendas nos mercados financeiros, noticia a AP.

O terramoto, com uma magnitude de 8.9, atingiu a costa nordeste do Japão e deu origem a uma onda gigante com sete metros, matando pelo menos 40 pessoas e causando 39 desaparecidos.

Vários incêndios provocados pelo terramoto lavravam de forma descontrolada ao longo de toda a costa japonesa, entre os quais um numa refinaria de petróleo.

Segundo a AP, ao início da tarde na Europa, o preço de referência do crude para entrega em abril caiu 2,82 dólares, para 99,88 dólares o barril, no New York Mercantile Exchange.
Brent recua 2,86 dólares

Em Londres, o preço do barril de Brent caiu 2,86 dólares, para 112.57 dólares, no ICE futures exchange.

Já o índice japonês Nikkei 225 recuou 1,7%, enquanto o índice Hong Kong's Hang Seng caiu 1,6%.

"Depois da China e dos EUA, o Japão é o terceiro maior consumidor mundial de petróleo, com o consumo diário a atingir os 4,4 milhões de barris em 2009, quase na sua totalidade importados", revela um relatório do Commerzbank de Frankfurt, segundo o qual "a procura de petróleo pode diminuir, pelo menos temporariamente, devido ao terramoto".
Produção compensada pela Arábia Saudita

Os investidores estão ainda a acompanhar os protestos na Arábia Saudita em busca de sinais de um possível agravamento e influência negativa na produção do maior exportador mundial de crude.

Isto porque tem sido a capacidade excedentária deste país a compensar as quebras de produção na Líbia, motivadas pelo levantamento popular contra o Governo líbio.

"As perdas de produção na ordem de um milhão de barris por dia na Líbia estão neste momento a ser compensadas pela Arábia Saudita", refere o Commerzbank.

Fonte: Expresso
Data: 12/03/2011

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