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Rinaudo traz o Sporting de novo à tona

Rinaudo traz o Sporting de novo à tona

É quase uma ligação umbilical entre o Sporting e Rinaudo. Antes da viagem a Vaslui, os “leões” levavam uma série de dez vitórias seguidas. Mas esse jogo na Roménia, para a Liga Europa, a 3 de Novembro, mudou tudo: o argentino lesionou-se e a equipa desencontrou-se com essa derota (1-0).

Perdeu força no campeonato (está a 13 pontos do líder), caiu eliminado na Taça da Liga e chegou à Madeira com a meia-final tremida após o empate favorável ao Nacional na primeira mão (2-2).

Nesta quarta-feira, foi o regresso de Rinaudo, três meses e meio depois e 17 jogos passados (um saldo de 7 vitórias/4 derrotas/6 empates). O Sporting jogava a época na Choupana, no único troféu no qual ainda tem aspirações e é largamente favorito a conquistar. Com o argentino, começou a ganhar o jogo (3-1) — um remate de fora da área aos 19 minutos iniciou o derrube do adversário. Num estádio “maldito” para os “leões” (onde não ganhavam desde Setembro de 2006) foi um arranque que mostrou músculo, algo que tem faltado à formação de Domingos.

O treinador, encostado à parede — viu lenços brancos no último jogo em Alvalade, após a eliminação da Taça da Liga, ante o Gil Vicente — foi à Madeira jogar o seu futuro.

Neste momento, parece estar preso ao lugar com a chegada ao Jamor, mas deve-o, cingindo-nos ao jogo de desta quarta-feira, não só a Rinaudo mas também a Rui Partrício. O guarda-redes da selecção salvou o Sporting em, pelo menos, duas ocasiões perante Rondón, na primeira parte, e Mateus, já nos descontos.

No lance do golo, uma bela resposta do Nacional quer à desvantagem quer à expulsão de Rondón (viu o segundo amarelo aos 56 minutos), Patrício não teve hipóteses de travar o belo cabeceamento de Diego Barcellos — aqui as culpas são todas de Polga.

Com o empate, o Nacional voltava de novo à vantagem na eliminatória. A meia-hora do final, a equipa de Caixinha tinha um pé no Jamor. Mas nem dez minutos passados, Pedro Proença assinalou um derrube de Claudemir a Insúa na área — e deu oportunidade a Wolfswinkel para voltar aos golos (não o fazia desde 23 de Dezembro). Foi o 15.º golo do holandês na época.

Em superioridade, em número de homens e no marcador, Domingos não hesitou. Tirou o avançado (já tinha em campo “Seba”) e colocou Carriço. A resposta estava dada: o objectivo era segurar o resultado e garantir um lugar no Jamor.

Faltava a redenção de João Pereira. Muito criticado nos últimos tempos, começou mal o jogo, enviou uma bola à barra da sua baliza quando estava 0-0. Na mesma baliza que podia ter deitado tudo por terra, fez um golo (talvez o mais bonito da sua carreira). E, com isso, deu aos “leões” a 26.ª final da história e a hipótese de irem ao Jamor lutar com a Académica pelo 16.º troféu e apanhar o FC Porto no número de vitórias. Domingos agradeceu.

Positivo

Rinaudo
Desde que se lesionou, no início de Novembro, o Sporting nunca mais se encontrou. Neste encontro , a equipa já jogou à bola, contou com um golo seu e voltou às vitórias.

Diego Barcelos
Foi ele quem respondeu às primeiras adversidades. Ao golo do Sporting e à expulsão de Rondón. Marcou um golo e deixou o Nacional perto da final.

Negativo

Polga
Continua a preencher este espaço com tanta assiduidade como tem no onze do Sporting. Se aqui se entende, o mesmo não faz sentido na equipa titular. No golo de Diego parecia um juvenil na marcação.

Pedro Proença
Primeiro, o golo mal anulado a Diego Capel na primeira parte. Depois, a expulsão forçada de Rondón. Uma noite má para um árbitro que está no lote dos melhores portugueses no século XXI e já em contagem decrescente para o Euro 2012.

Ficha de jogo

Nacional 1
Sporting 3

Jogo no Estádio da Madeira, no Funchal.

Nacional
Vladan (Valverde, 45+3’); Claudemir, Neto, Danielson, Marçal; Todorovic (Keita, 77’), Moreno (Skolnik, 18’), Diego Barcelos, Candeias, Mateus e Rondón.
Treinador Pedro Caixinha

Sporting
Rui Patrício; João Pereira, Polga, Xandão, Insúa; Rinaudo (Rivas, 71’), Elias, Matías; Carrillo, Capel (Evaldo, 52’) e Wolfswinkel (Carriço, 82’).

Treinador Domingos Paciência

Árbitro Pedro Proença, de Lisboa.
Amarelos Xandão (10’), Rondón (40’ e 55’), Evaldo (71’), Claudemir (74’), Beto (76’), Carrillo (76’), Polga (90+6’)
Vermelho Rondón (55’)

Golos
0-1, por Rinaudo, aos 18’;
1-1, por D. Barcelos, aos 63;
1-2, por Wolfswinkel (g.p.), aos 75’;
1-3, por João Pereira, aos 90+4’.

Fonte: Publico
Data: 09/02/12

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