Sexta-Feira, 18 de Maio de 2012
Home ›› Notícias ›› Internacional ›› Opositores convocam grande desobediência civil em Damasco
Joslain Nkoumba
2012/20/02 8:57
A oposição síria convocou a população para participar de um grande gesto de desobediência civil neste domingo, um dia depois de protestos contra o regime em Damasco de uma magnitude sem precedentes na capital, que ocorreu sob a repressão das forças do presidente Bashar al-Assad.
Os opositores denunciaram a morte de seis pessoas neste domingo por causa da repressão do regime, que mantém suas forças em Damasco, um dia depois de manifestações sem precedentes na capital.
Depois de registrar seus primeiros "mártires" em Damasco, a oposição tentava ampliar a mobilização na capital, onde o governo já tinha destacado forças de segurança que inspecionavam a fundo Mazé, o estratégico bairro de Damasco onde aconteceram as manifestações do sábado.
Até sábado, na capital síria houve mais manifestações favoráveis ao regime que protestos.
No plano diplomático, o Egito decidiu neste domingo retirar seu embaixador da Síria, onde a repressão continua, apesar das pressões internacionais, anunciou o ministério egípcio das Relações Exteriores.
O Egito tinha encorajado na quarta-feira "uma mudança pacífica e real" na Síria e o fim imediato da violência contra os civis, embora tenha rejeitado uma intervenção militar no país.
A Liga Árabe decidiu na semana passada dar seu apoio político e material à oposição e pedir ao Conselho de Segurança a formação de uma força conjunta ONU-árabes para por fim à violência na Síria.
Militantes opositores previram "manifestações em massa" neste domingo em Damasco, apesar de a neve ter paralisado uma parte do país.
"O sangue dos mártires nos leva à desobediência civil", escreveram os militantes da oposição na página do Facebook "Revolução Síria 2011".
Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), com sede na Grã-Bretanha, seis pessoas morreram nas primeiras horas do domingo na Síria (sem contar Damasco).
Na capital, "importantes forças de segurança estavam em Mazé", disseram fontes opositoras.
Para o OSDH, no sábado, "entre 15.000 e 20.000 pessoas" tinham participado dos funerais de manifestantes mortos na sexta-feira em Mazé, em uma cerimônia que se transformou em uma manifestação contra o regime de Assad.
Mazé possui numerosas embaixadas, edifícios governamentais e de serviços de segurança.
"Esperamos que o mártir de hoje alimente a revolta em Damasco, como aconteceu há um ano com o primeiro mártir em Deraa", berço da contestação no sul, afirmou no sábado à AFP Rami Abdel Rahman, que dirige o OSDH.
Para Agnès Levallois, especialista em Oriente Médio radicada em Paris, "acreditamos desde o começo que o dia em que houvesse grandes manifestações em Damasco e em Aleppo (a segunda cidade do país) seria o começo do fim do regime".
"O muro do medo caiu de verdade", inclusive em Damasco, "o lugar mais protegido da Síria", afirma, e considera que a ofensiva sangrenta contra a cidade rebelde de Homs (centro) foi decisiva para que "muitos sírios que duvidavam se unam à contestação".
Também no sábado, o vice-ministro chinês das Relações Exteriores Zhai Jun, em visita a Damasco, pediu "ao governo, à oposição e aos homens armados que encerrem de imediato os atos de violência".
China e Rússia vetaram, em duas ocasiões, resoluções da ONU que condenavam a repressão do regime, que deixou milhares de mortos nos 11 últimos meses, segundo militantes dos direitos humanos.
Ignorando as condenações da comunidade internacional, Assad reiterou no sábado que a crise na Síria tinha como finalidade "dividir o país, dar um golpe na sua posição geopolítica e a seu papel histórico na região".
Fonte: AFP
Data: 20/02/12
A Côte d’Azur volta a encher-se de estrelas mundiais e muito ‘glamour’ para a 65.ª edição da mostra de cinema.
Jennifer Lopez está enrolada com vários trabalhos e ábandonará o júri do 'American idol'